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Publicado em 09/03/2018 às 15:13:00
Vereador afastado nega ter recebido propina de empresário em troca de alteração no zoneamento
O advogado de defesa sustenta que, em nenhum momento da denúncia, o MP mostra provas de que ele praticou atos ilícitos.

Maurício Carneiro, advogado de defesa do vereador afastado Rony Alves, em entrevista coletiva, apresentou  a linha de defesa apresentada ao judiciário. Nela, ele defende que o cliente não tem envolvimento com o esquema de corrupção, detalhado pelo Ministério Público no caso de alteração de zoneamento em Londrina. O advogado sustenta que, em nenhum momento da denúncia, o MP mostra provas que Alves recebeu propina ou praticou atos ilícitos.

Na denúncia, o MP usa um trecho da conversa entre Rony Alves e Mario Takahashi, também vereador afastado por causa da operação ZR3, quando ele fala de um “tapinha nas costas”, que para a promotoria se trata de pagamento de propina por parte do empresário Junior Zampar. Este esteve no gabinete do então vereador Rony pedindo o envio de um projeto para votação. Na ocasião, inclusive, Rony sugere os serviços de Cleuber Moraes de Brito e Luis Guilherme Alho, os dois empresários ligados a emissão de Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) e também investigados.

O advogado nega que o “tapinha nas costas” seja um pagamento de propina, e sim, um apoio político. E ainda justifica que é comum um vereador receber particulares em seu gabinete para tratar assuntos como esse.

O vereador afastado nega ter recebido dinheiro de empresário.

Rony está na lista de investigação na operação ZR3 e atualmente é monitorado por tornozeleira eletrônica. Ele também enfrenta um processo na Câmara de Vereadores, que pode terminar na cassação do mandato dele.

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