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Publicado em 06/11/2018 às 19:53:00
Semana decisiva para a Sercomtel com apresentação de plano de recuperação na Anatel e de projeto de lei na Câmara
Vereadores dizem que situação da empresa vai exigir debate intenso na Casa e se queixam da falta de informações sobre a empresa.
Semana decisiva para a Sercomtel com apresentação de plano de recuperação na Anatel e de projeto de lei na Câmara

Uma semana decisiva para o futuro da Sercomtel. O prazo para entrega do plano de recuperação da empresa terminou nesta segunda-feira. Na terça, o prefeito Marcelo Belinati passou o dia tentando uma audiência com o conselheiro responsável pelo processo de caducidade da Sercomtel para, segundo ele, oficializar as propostas para a recuperação da empresa.

Nunca houve um processo de caducidade no país. A Agência Nacional de Telecomunicações trata a questão como algo novo. Outra frente, dessa vez aqui em Londrina, é o envio à Câmara de um projeto de lei para revogar a necessidade de um plebiscito para autorizar a entrada de novos investidores na empresa. A proposta, segundo o Prefeito, será enviada até o fim dessa semana.

No Legislativo, o assunto vem mobilizando os vereadores. Na semana passada, a Comissão de Desenvolvimento Econômico da Casa, composta por Eduardo Tominaga, Felipe Prochet e Valdir dos Metalúrgicos, promoveu uma reunião pública, que contou com a participação de Marcelo Kneese, presidente da empresa Dez de Dezembro, que representa os acionistas minoritários da Sercomtel.

No encontro, ele defendeu um projeto de lei que permita a flexibilização do controle acionário da telefônica londrinense e afirmou que o grupo está disposto a investir e com isso barrar o processo de caducidade. Segundo ele, não se trataria de uma privatização e sim uma capitalização com controle da empresa. E que esse investimento pode passar de R$ 120 milhões.

Para o presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara, vereador Eduardo Tominaga, qualquer decisão relativa a mudanças de rumo na Sercomtel precisa ser técnica. Ele defende uma discussão ampla de qualquer alteração na lei que regula a empresa e se queixa de que faltam dados mais concretos sobre a real situação da telefônica e seu plano de recuperação.

Eduardo Tominaga afirma que chegou a hora da direção da empresa tomar a frente nesse processo de convencimento da Anatal e avalia que uma possibilidade seria a divisão da Sercomtel em duas, uma empresa de celular e outra de telefonia fixa, tema que já foi inclusive levantado pelo Prefeito.

Para o vereador, resta saber se a Anatel concorda com a proposta.

O vice-presidente da Comissão, vereador Felipe Prochet, afirma que teve acesso a alguns dos últimos balanços da empresa e quase todos apresentaram equilíbrio. Para o vereador, na atual conjuntura, a única opção para a Sercomtel é mesmo a flexibilização da lei e o aumento da participação da iniciativa privada na empresa.

Felipe Prochet pede uma ação mais efetiva da Prefeitura e dos acionistas e critica a demora na apresentação da proposta e a falta de informações.

A dívida atual da Sercomtel é de R$ 256 milhões de reais, mas com todos os passivos, especialmente trabalhistas, pode chegar a 900 milhões. Valor que pode ser dividido, caso o processo de caducidade se conclua, entre a prefeitura e a Copel, que são os acionistas majoritários.

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