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Publicado em 08/08/2018 às 16:35:00
Polícia Civil investiga suposto desvio de dinheiro no Hospital Evangélico de Londrina
Os policiais apreenderam documentos e um carro na casa da ex-gerente financeira, que teria desviado quase R$ 1,3 milhão da instituição.
Polícia Civil investiga suposto desvio de dinheiro no Hospital Evangélico de Londrina

A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na casa da ex-gerente financeira do Hospital Evangélico de Londrina, Cristina Aparecida Antônio e em um estabelecimento comercial. O desvio, segundo a polícia chega a R$ 1 milhão e 290 mil, como destaca o delegado chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina (SDP), Osmir Ferreira. Os policiais apreenderam documentos e um carro. Uma moto, que está na lista de sequestro de bens, não foi localizada ainda.

Segundo uma auditoria, realizada pelo próprio hospital, ela teria cometido as irregularidades no período entre setembro de 2015 a maio de 2018, quando foi demitida do cargo. As informações da entidade foram repassadas a policia, que começou a investigar o caso há dois meses e deflagrou a operação na manhã desta quarta-feira. Não há pessoas presas.

O delegado destaca que a intenção da PC é saber qual a sistemática desse desvio e quem são os envolvidos. Até o momento, os nomes envolvidos são da ex-funcionária e do ex-companheiro dela, o comerciante André Luiz Politi. Além disso, a polícia apura qual a origem do dinheiro desviado. Segundo as investigações, foram 37 operações de desvio.

Além da apreensão dos bens materiais, a funcionária também teve o bloqueio das contas bancárias, com o objetivo de ressarcir o desvio ao hospital. Para a conta da ex-funcionária, teria ido o valor de R$ 49 mil e para a conta dele, mais de R$ 1 milhão.

A justiça também já sequestrou a casa da Cristina Aparecida, a moto e o carro, que foi apreendido. Os dois, em princípio, vão responder pelo crime de furto qualificado.

Em nota enviada à imprensa, o Hospital Evangélico de Londrina esclarece que logo que identificado o problema, a direção tomou todas as medidas administrativas e jurídicas cabíveis, inclusive representação criminal requerendo a completa investigação dos fatos. Ainda segundo o hospital, é importante esclarecer que o fato se tratou de um problema pontual e isolado, já que a “instituição preza pela ética, integridade e transparência. Há dois anos o Hospital passou  a adotar o modelo de governança corporativa com práticas de compliance, como implantação do código de conduta e órgãos de controle, favorecendo a conformidade dos processos, a prevenção, identificação e combate a fraudes e a condutas inadequadas”.

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