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Publicado em 13/02/2018 às 18:00:00
Novo diretor da Câmara de Londrina está na mira do Ministério Público de Rolândia
Promotora teria identificado superfaturamento em contrato de marmitas vencido pela esposa do acusado, que na época trabalhava como secretário municipal.

A Vara Cível de Rolândia deve emitir nas próximas semanas a sentença favorável ou não à ação de improbidade administrativa apresentada pela promotora Lucimara Salles Ferro contra Mark Sandro Sorprezo de Almeida, escolhido como novo diretor-geral da Câmara Municipal de Londrina pelo atual presidente da Casa, Ailton Nantes, do PP. Ele assumiu o cargo deixado pelo vereador Mário Takahashi, do PV, afastado pela Justiça por possível envolvimento na Operação ZR-3, Zona Residencial 3, do Gaeco.

Almeida já atuava na chefia de gabinete de Nantes antes da última mudança. Porém, esta não é a primeira vez que ele ocupa um cargo público. Entre 2009 e 2011, foi nomeado secretário de Finanças de Rolândia na gestão do ex-prefeito Johnny Lehmann. Na época, uma empresa que vendia marmitas pertencente à esposa de Almeida ganhou um pregão lançado pela administração municipal.

O Ministério Público, em ação protocolada em 2015, afirmou que houve superfaturamento do contrato. Os funcionários do Executivo rolandense, mesmo com a permissão de usufruírem da refeição comprada por meio de licitação, comiam em um restaurante modelo self service, mas pegavam notas de quem teria comido a marmita.

O presidente da Câmara de Londrina não quis gravar entrevista. Em nota, ele assegurou que a nomeação de Mark Almeida atendeu os requisitos profissionais e exigências legais. Em caso de reviravolta na Justiça, Nantes ressaltou que o Legislativo vai adotar as medidas pertinentes. 

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