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Publicado em 01/11/2019 às 18:45:00
Ministério Público desmembra investigação de São Jerônimo da Serra, apresenta nova ação penal e acredita que primeira denúncia é apenas a ponta do iceberg
Prefeito da cidade e mais onze pessoas foram denunciadas por mais de 50 fatos criminosos.
Ministério Público desmembra investigação de São Jerônimo da Serra, apresenta nova ação penal e acredita que primeira denúncia é apenas a ponta do iceberg

A denúncia do contra as 11 pessoas, entre elas empresários do ramo de peças automobilísticas e secretários municipais, foi feita à Vara Criminal de São Jerônimo da Serra. Além de organização criminosa, a ação penal aponta crimes de desvio de dinheiro público, corrupção ativa, passiva e violação de sigilo funcional. O prefeito da cidade, João Ricardo de Mello, do PPS, tem foro privilegiado e, por isso, foi denunciado ao Tribunal de Justiça. Ele é acusado de 53 crimes de apropriação de dinheiro público e também por organização criminosa.

As investigações feitas pela operação "Dejá Vù", do GAECO, descobriram a compra de materiais sem necessidade, superfaturamento ou ainda que as licitações foram realizadas para regularizar um produto que já tinha sido adquirido ilegalmente. O promotor Leandro Antunes, afirma que até agora, com apenas uma parte da investigação concluída, o MP chegou a desvios que somam pouco mais de R$ 200 mil. Mas, o promotor acredita que esse valor é apenas a ponta do iceberg e afirma que há indícios de que o mesmo tipo de crime esteja ocorrendo em outras cidades do estado.

O prefeito de São Jerônimo da Serra e mais sete pessoas foram presas por tempo indeterminado, no dia 16 de outubro, suspeitos de participar de um esquema que fraudava licitações municipais desde 2015. Além das prisões, 43 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em residências, empresas, na própria prefeitura e algumas secretarias de São Jerônimo da Serra. Também houve mandados para Curitiba, Londrina, Cambé, Cornélio Procópio, Assaí, Cruzmaltina e Nova Santa Bárbara.

Na tarde de sexta-feira, o Ministério Público protocolou uma segunda denúncia envolvendo outras pessoas, entre elas alguns servidores públicos, e outros 18 fatos criminosos. Segundo o promotor, apenas para facilitar a análise do caso pelo juiz.

O vice-prefeito da cidade, Laércio Pereira Correia, também foi alvo de mandado de busca e apreensão, mas acabou preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo,  pagou fiança e foi liberado logo depois. Segundo promotor, o vice-prefeito, a secretária de Saúde e um servidor municipal continuam afastados das funções e não podem frequentar a prefeitura ou manter contato com outros servidores.

Não conseguimos contato com a defesa do prefeito de São Jerônimo da Serra, João Ricardo de Mello.

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