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Publicado em 09/02/2018 às 17:46:00
Ministério Público denuncia 13 pessoas na Operação ZR-3
Promotores não descartam novas fases da investigação. Vereadores afastados seriam os líderes do suposto esquema criminoso.

O Ministério Público ofereceu denúncia contra 13 pessoas que foram investigadas na Operação ZR-3, Zona Residencial 3, deflagrada no dia 24 de janeiro pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco, e que apurou possíveis pagamentos indevidos a agentes públicos para mudanças pontuais de zoneamento. Vereadores, empresários e servidores municipais estão entre os investigados. Por determinação do juiz da 2ª Vara Criminal, Delcio Miranda da Rocha, todos estão sendo monitorados por tornozeleiras eletrônicas. Os parlamentares foram afastados 180 dias da Câmara, mesmo período para Luis Guilherme Alho, Ignês Dequech, ex-presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano na gestão Kireeff, e o ex-secretário do Ambiente na mesma administração, Cleuber Moraes Brito, do Conselho Municipal da Cidade, o CMC.

Segundo a denúncia, os acusados foram enquadrados em 15 fatos ilícitos, como corrupção ativa, passiva e organização criminosa. De acordo com o delegado do Gaeco, Alan Flore, as funções eram bem divididas no esquema. Cabia a Mário Takahashi e Rony Alves uma espécie de chefia dos demais integrantes. Enquanto isso, Alho intermediava o possível pagamento de propina e a comunicação com servidores que trabalhavam na prefeitura, como Ossamu Kaminakagura, da Secretaria Municipal de Obras, para agilizar a mudança do zoneamento após a apresentação dos projetos de lei no Legislativo.

O delegado adiantou que a ZR-3 terá novas fases. Elas serão embasadas em cinco casos que o Gaeco vislumbrou a necessidade de dar andamento nas diligências. Além dos 13 denunciados, outros nomes podem aparecer.

O primeiro fato narrado na denúncia é a possível conversa de Mário Takahashi e o empresário Junior Zampar, dono de um loteamento na Gleba Lindóia, às margens da BR-369, na saída para Ibiporã. Em 2013, ele queria alterar o zoneamento do terreno de industrial para residencial. Takahashi teria sido procurado e, segundo o proprietário da área, pedido R$ 1 milhão para prosseguir com a proposta na Câmara.

Na época, o parlamentar não presidia a Casa. Durante as oitivas, Takahashi afirmou que a acusação não poderia se sustentar porque o Gaeco possuía apenas o depoimento do empresário. No decorrer das investigações, o delegado Alan Flore afirmou que novos elementos foram reunidos para comprovar a denúncia.

De acordo com o promotor Leandro Antunes, as duas novas pessoas denunciadas são empresários do ramo imobiliário.

Em um áudio disponibilizado à imprensa, Rony Alves tenta agendar uma reunião com Mário Takahashi para discutir a mudança de zoneamento do terreno de Junior Zampar. Para o MP, a ligação, feita enquanto o presidente da Câmara estava em viagem para o exterior, evidencia a negociação do pedido de propina que seria feito.

O processo volta agora para as mãos do juiz da 2ª Vara Criminal, que pode ou não aceitar as ponderações do Ministério Público. Se acatar, os denunciados terão 10 dias para se defender. 

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