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Publicado em 07/12/2018 às 19:03:00
Justiça acata denúncia e transforma 28 investigados pela Operação Password em reús
Promotor afirma que Carlos Azarias, pai da ex-estagiária da Secretaria de Fazenda, preso nesta sexta-feira, é o mentor do esquema que alterava dados de imóveis e cancelava ou reduzia débitos do IPTU.
Justiça acata denúncia e transforma 28 investigados pela Operação Password em reús

O juiz Délcio Miranda da Rocha, da 2ª Vara Criminal, acatou o pedido do Ministério Público no processo que investiga fraudes na cobrança do IPTU em Londrina. Entre os 28 denunciados pela Operação Password, e que agora se tornaram reús, estão os servidores da Secretaria de Fazenda Claudinei Sisner, Marcos Paulo Modesto, Paula Carolina de Souza, sobrinha do ex-titular da pasta, Edson de Souza, e a ex-estagiária da secretaria, Camila Azarias. Também foram denunciados Carlos Azarias, pai da ex-estagiária, além de parentes dos dois, empresários e contribuintes pessoa física.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, foram descobertas fraudes entre 2015 e 2017. Mas o esquema que cancelava os débitos do IPTU e alterava características dos imóveis para reduzir ou anular tributos, só teria começado mesmo em 2016, com a chegada da ex-estagiária ao Departamento de Cadastro Imobiliário da Prefeitura.

O promotor Leandro Antunes, do Gaeco, afirma que a investigação identificou que o núcleo principal do esquema era composto pelos três servidores, a estagiária e o pai dela, que segundo o promotor seria o mentor da fraude. Os 28 réus vão responder pelos crimes de organização criminosa, alteração de dados cadastrais nos sistemas da Prefeitura e estelionato. Apenas Paula de Souza, não foi denunciada por organização criminosa.

As penas, somando todos os crimes, podem passar dos 20 anos de prisão. O promotor explica que junto com a denúncia, entregue à justiça em outubro, o Ministério Público fez ainda um pedido de prisão de Carlos Azarias.

De acordo com Leandro Antunes, o esquema não existiria sem a participação do pai da ex-estagiária, que tem antecedentes criminais e já foi condenado

pela justiça. Segundo o promotor, Azarias é o idealizador e o principal responsável por arregimentar contribuintes interessados em participar das fraudes.

O promotor afirma ainda que a investigação ouviu, no total, mais de 100 pessoas e conseguiu reunir uma grande quantidade de provas, além de demonstrar os vínculos entre os 28 réus. Até agora, o Ministério Público identificou um prejuízo aos cofres públicos de mais de R$ 1 milhão.

Sobre a Operação Vastum, que apura um esquema de pagamento de propina na secretaria Municipal do Ambiente e teve origem na Password, o promotor diz que a investigação está chegando à reta final, com os últimos depoimentos e diligências antes da denúncia ser apresentada. E Carlos Azarias, o pai da ex-estagiária da Secretaria de Fazenda, mais uma vez, é um dos investigados.

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