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Publicado em 13/06/2018 às 19:21:00
Guarda Municipal inicia procedimento de investigação interno para apurar envolvimento de três agentes em morte de jovem na região norte de Londrina
Dois guardas estão presos e o que está solto foi afastado da guarda até o fim das investigações.
Guarda Municipal inicia procedimento de investigação interno para apurar envolvimento de três agentes em morte de jovem na região norte de Londrina

Em março desse ano, a Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da morte de Matheus Ferreira, de 18 anos. Testemunhas dizem que o jovem teria sido morto por disparos feitos a partir da arma de um Guarda Municipal que atendeu a ocorrência. Já os três agentes dizem que encontraram o rapaz já baleado e em seguida o colocaram na viatura e foram para o Hospital da região norte, não cumprindo o protocolo legal.

Agora três meses depois a Corregedoria da Guarda Municipal iniciou procedimento que apura o envolvimento dos três guardas na morte do jovem.

De acordo com o Secretário de Defesa Social, Evaristo Kuceki, a investigação interna só pode iniciar agora, porque o processo corre em segredo de justiça. A documentação foi solicitada á justiça e só agora foi liberada para a Corregedoria.

Ainda de acordo com Kuceki, os prazos para o procedimento de investigação interna é de 90 dias podendo ser prorrogado para mais 90 dias. Não tem prazo certo para que os acusados sejam ouvidos pela Corregedoria, a Guarda Municipal ainda analisa e recolhe documentos do inquérito para usar nas investigações internas.

Dois dos guardas municipais estão presos, e o que está solto foi afastado de todas as funções na Guarda Municipal até que as investigações contra ele e os colegas sejam concluídas. Se comprovado que os guardas estão envolvidos na morte eles podem ser exonerados, além de cumprirem as condenações judiciais.

O inquérito policial foi finalizado em maio, foram quase dois meses de muitos depoimentos e buscas por provas que pudessem elucidar a morte do jovem. Das cerca de 40 pessoas que estavam na cena do crime, mais de dez testemunharam à Polícia Civil.

De acordo com o inquérito há inúmeras provas do envolvimento dos guardas o que levou a uma fraude processual e homicídio qualificado, com dolo eventual. Para a polícia foram dois disparos um feito pelo GM Michael Garcia, logo que a equipe chegou no local. O segundo teria sido feito pelo GM Fernando Neves, alguns segundos depois. Por isso, ambos permanecem presos.

O terceiro guarda estava atuando com os outros guardas na hora da morte do jovem.

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