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Publicado em 07/11/2018 às 18:08:00
Gaeco instaura inquérito para investigar suposta oferta de propina a vereador para votar contra cassação de Boca Aberta
João Martins prestou depoimento na tarde desta quarta-feira e disse que não conhecia a pessoa que ofereceu os R$ 15 mil.
Gaeco instaura inquérito para investigar suposta oferta de propina a vereador para votar contra cassação de Boca Aberta

O inquérito policial foi aberto pelo delegado Alan Flore, do Gaeco, para investigar um fato narrado pelo vereador João Martins, do PSL, em um depoimento prestado ao próprio delegado no dia 18 de julho desse ano, no âmbito da Operação ZR3, que investiga um esquema de pagamento de propina para alterações no zoneamento urbano da cidade.

Nesse depoimento, o parlamentar afirmou ao delegado que uma pessoa teria ido a seu gabinete, dias antes da sessão que cassou Boca Aberta e teria oferecido R$ 15 mil para que ele votasse contra a perda do mandato do vereador.

João Martins prestou depoimento sobre o caso na tarde desta quarta-feira na sede do Gaeco. Disse que estava sozinho no gabinete no momento da oferta de propina porque era horário de almoço. Martins afirmou ainda que rechaçou a proposta de imediato e que não conhece o homem alto e de mais ou menos 50 anos.

João Martins afirma que não chegou a comentar a oferta de propina com nenhum outro vereador e que se falhou foi por deixar a pessoa ir embora do gabinete e que nunca sofreu pressões ou ofertas de propina em outras votações na Casa.

O delegado Alan Flore, do Gaeco, diz que todos os assessores do vereador serão chamados para prestar depoimento e que vai solicitar as imagens do circuito interno da Câmara para tentar identificar o homem.

Segundo o delegado, como agente público, o vereador tem obrigação de comunicar qualquer crime à Polícia ou à Justiça, e que não é possível afirmar ainda que houve omissão de Martins ao não comunicar a oferta de propina no momento em que ocorreu. Alan Flore diz que Boca Aberta também vai ser convocado para prestar depoimento.

A oferta de R$ 15 mil de propina para votar contra a cassação de Boca Aberta foi citada por João Martins quando o Gaeco apurava uma suposta pressão do vereador afastado Rony Alves, do PTB, a Vera Rubbo, assessora de Martins, então relator da Comissão Processante da ZR3 na Câmara. Alves teria pedido que ela “aliviasse” no relatório final da CP, que acabou absolvendo os dois vereadores investigados, Rony Alves e Mário Takahashi. 

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