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Padre Marcelo Rossi
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Publicado em 12/08/2019 às 07:34:00
Fios rompidos e cabos em excesso nos postes enfeiam a cidade e podem causar acidentes
Sem legislação municipal, Prefeitura diz que encaminha reclamações para COPEL, mas não tem como fiscalizar. Solução poderia ser cabeamento subterrâneo, mas alto custo inviabiliza mudança.
Fios rompidos e cabos em excesso nos postes enfeiam a cidade e podem causar acidentes

No geral, são os acidentes entre veículos que acabam batendo nos postes e os caminhões mais altos que causam o problema. Como o que ocorreu na esquina entre a rua Rio Grande do Sul e a Amapá, ali na Vila Portuguesa na sexta-feira. Basta circular, principalmente, pela área central da cidade para encontrar os cabos de telefonia e TV rompidos e pendurados. Em outros pontos, o emaranhado de fios é o problema, que pode não causar acidentes, mas com certeza enfeia a cidade.

Os postes são de propriedade da Copel, que aluga as estruturas para as operadoras de telefonia e TV. Compartilhamento garantido por um acordo entre a Agência Nacional de Energia Elétrica e a Anatel, responsável pela telefonia no país, que obriga as distribuidoras de energia a cederem até quatro pontos nos postes para as operadoras. A Prefeitura também usa as estruturas para a iluminação pública.

Apesar de estarem no território do Município, falta uma legislação local que dê à Prefeitura a possibilidade de fiscalizar a questão. Pelo menos é o que diz o engenheiro Fábio Simões, gerente de Iluminação Pública da Secretaria Municipal de Obras. De acordo com o engenheiro, as reclamações até chegam à Prefeitura, mas falta o poder de fiscalização.

Em entrevista recente à CBN Londrina, a Copel reconheceu que há casos de empresas que instalam seus cabos de forma clandestina e que vem atuando para reduzir o problema, mais comum na área central da cidade. O engenheiro diz que situação semelhante ocorre com a Sanepar, que também opera no território do Município, mas, no caso da concessionária de água e esgoto, o engenheiro diz que  a situação é diferente, e que a Prefeitura tem como cobrar fiscalizar e cobrar soluções.

Uma solução poderia ser o cabeamento subterrâneo, pelo menos na área central, onde o volume de cabos é bem maior. Mas o custo, segundo o engenheiro, acabou freando a questão.

O engenheiro diz que, apesar da impossibilidade de fiscalizar, a população pode encaminhar reclamações para a COPEL ou para a Prefeitura, que repassa a queixa. Fábio Simões defende a elaboração de uma lei municipal para regulamentar o tema.

O número da COPEL para reclamações é o 0800 51 00116 ou diretamente nas agências da companhia.

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