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Publicado em 13/06/2018 às 18:59:00
Famílias de agricultores sem terra são expulsas pelo MST de fazenda em Centenário do Sul
Segundo relatos dos produtores, homens armados chegaram ao local de madrugada, ameaçaram e agrediram várias pessoas. Caso já está com a Polícia e o Ministério Público.
Famílias de agricultores sem terra são expulsas pelo MST de fazenda em Centenário do Sul

As cerca de 40 famílias de trabalhadores sem-terra foram expulsas da fazenda Porta do Céu, em Centenário do Sul, no início do mês. A fazenda pertence à Usina Central do Paraná, do grupo Atalla, e foi invadida há seis anos por aproximadamente 150 famílias de sem-terra, na época todos do MST. A agricultora, Antônia Aparecida Oliveira, afirma que parte das famílias não concordava com os métodos do movimento e decidiu organizar uma associação própria de produtores. Foi ai que começaram os problemas.

A agricultora conta que no fim da madrugada de 31 de maio, um grupo, inclusive com algumas pessoas armadas, invadiu a fazenda e expulsou algumas famílias. Ela diz ainda que o restante do pessoal decidiu ir embora, por conta própria, depois das cenas de violência. A agricultora afirma que várias pessoas foram ameaçadas e agredidas.

Um Boletim de Ocorrência foi registrado, no mesmo dia, na delegacia de Florestópolis. As famílias foram levadas para um barracão, em Prado Ferreira, onde funcionava uma associação de recicladores e continuam por lá.

Segundo a produtora rural, a Justiça até determinou a reintegração de posse da área para as famílias, mas elas decidiram não voltar, com medo de mais violência.

No barracão estão entre 150 e 200 pessoas. Outra parte está em casas alugadas pela cidade. O espaço não tem estrutura, também falta água e energia. A agricultora diz que nenhuma das famílias tem para onde ir.

O advogado Marcelo Henrique, que representa as famílias, diz que o caso é muito grave e que a Polícia Civil e o Ministério Público já estão no caso. Ele afirma ainda que, na semana passada, participou de uma reunião na sede do Incra, em Curitiba, para tentar buscar uma solução para o caso.

Não conseguimos contato com a liderança do Movimento Sem Terra aqui na região.

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