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Publicado em 16/08/2019 às 19:06:00
Esquema de fraudes contra o SUS descoberto pela Operação Mustela tinha núcleos com tarefas definidas
Vereador de Bandeirantes fazia parte do grupo político da organização e era responsável por captar pacientes para o esquema, que chegava a cobrar R$ 400 por uma consulta e até R$ 10 mil por cirurgia.
Esquema de fraudes contra o SUS descoberto pela Operação Mustela tinha núcleos com tarefas definidas

A investigação, que começou em 2017, corre em segredo de justiça. Segundo o Ministério Público, o vereador de Bandeirantes, a pouco mais de 100 quilômetros de Londrina, era um dos captadores de pacientes para o grupo, que atuava em diversas cidades do estado. No total, a Operação Mustela identificou 44 vítimas e denunciou 43 pessoas à justiça pelo crime de concussão, que é a exigência de vantagens indevidas em razão do cargo que ocupa.

O promotor Hugo Urbano, responsável pela investigação, afirma que os relatos das vítimas revelam que a organização criminosa captava pacientes de várias formas, inclusive em prédios públicos. De acordo com o promotor, o esquema furava a fila do Sistema Único de Saúde e cobrava, à parte, por consultas e procedimentos cirúrgicos. O vereador, segundo o promotor, fazia parte do núcleo político da quadrilha.

Entre os denunciados estão ainda secretários municipais de saúde, servidores, assessores parlamentares e médicos, entre outros. De acordo com o promotor, em relação aos seis médicos denunciados, o Ministério Público protocolou uma representação no CRM para que o órgão decida se houve infração ética ou disciplinar. Todos os seis profissionais já foram afastados do SUS por decisão judicial.

De acordo com o Ministério Público, todos os 49 fatos criminosos denunciados envolvem mais de R$ 100 mil em cobranças indevidas de consultas, que chegavam a valer até R$ 400, e cirurgias, que custariam aos pacientes até R$ 10 mil. O promotor diz que a surpresa da investigação ficou por conta da quantidade de casos registrados, que ele imaginava já não serem mais tão comuns.

Além das ações penais, os promotores pedem indenização por danos materiais e morais de R$ 440 mil para as vítimas. A Justiça determinou ainda que todos os denunciados que não são médicos, 43 no total, se mantenham afastados dos pacientes.

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