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Publicado em 11/07/2018 às 17:55:00
Empresa quer continuar à frente do serviço de transporte coletivo por mais 15 anos em Londrina
Sinalização já foi repassada à prefeitura, que, por outro lado, estuda a possibilidade de licitar o serviço no início de 2019, assim que o atual contrato vencer.
Empresa quer continuar à frente do serviço de transporte coletivo por mais 15 anos em Londrina

A Transportes Coletivos Grande Londrina enviou uma nota à imprensa nesta quarta-feira esclarecendo que pretende continuar à frente do serviço na cidade por mais 15 anos. O pedido pela prorrogação foi apresentado à prefeitura no último dia 2. O adiamento passaria a valer no dia 18 de janeiro de 2019, quando vence o atual contrato de concessão firmado entre município e empresa.

O diretor-geral da Grande Londrina, Gildalmo Mendonça, vê a prorrogação como algo natural, uma vez que, segundo ele, a empresa teria cumprido com rigor todas as cláusulas previstas em contrato, investindo quase 120 milhões de reais em melhorias desde 2004, quando a concessão entrou em vigor.

Por outro lado, uma comissão formada por diversos órgãos da prefeitura, além do Observatório de Gestão Pública e do Núcleo de Gestão Pública da UEL, avaliou o atual contrato e indicou pela necessidade de uma nova licitação para o transporte coletivo já no início do ano que vem, assim que a concessão vencer. Até lá, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização iria precisar correr contra o tempo para formular um Plano de Mobilidade Urbana, indispensável se o município quiser realmente licitar o serviço. A exigência do Ministério das Cidades é de 2012, mas o poder público só começou a se mexer pra elaborar o plano em março deste ano.

Outra proposta vem do Observatório de Gestão Pública, que prevê a realização de uma audiência pública para discutir com a comunidade o futuro do serviço, além da prorrogação do contrato com a Grande Londrina por mais três e não 15 anos, até que a prefeitura consiga finalizar o Plano de Mobilidade Urbana e organizar a nova licitação.

Para a empresa, tanto uma como outra solução foram elaboradas baseadas numa análise rasa, feita num espaço curto de tempo e sem levar em conta todas as complexidades que giram em torno da exploração do serviço em Londrina.

Gildalmo Mendonça admite, ainda, que o serviço ainda tem muito no que melhorar, o que não vai acontecer se, de acordo com ele, a empresa for trocada.

O gerente de Transportes da CMTU, Wilson de Jesus, confirmou que a companhia recebeu a resposta da Grande Londrina, mas que ainda espera por uma sinalização da LondriSul, a outra empresa que explora o serviço de ônibus na cidade. Na avaliação dele, o poder público precisa analisar todas as propostas com muita cautela, aproveitando os meses que antecedem o fim da atual concessão.

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