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Publicado em 09/08/2018 às 17:50:00
Em depoimento à justiça, GM acusado de ter matado jovem em Londrina, afirma que a corporação não controla a quantidade de munição da arma particular deles em serviço
Já o secretário de defesa social defende um rigoroso controle do armamento e das munições usadas pelo efetivo.
Em depoimento à justiça, GM acusado de ter matado jovem em Londrina, afirma que a corporação não controla a quantidade de munição da arma particular deles em serviço

O Guarda Municipal Michael de Souza Garcia prestou depoimento à Justiça na tarde desta quarta-feira. Esta foi a primeira audiência judicial do caso Matheus Evangelista, de 18 anos, que morreu atingido por um disparo de arma de fogo depois de uma abordagem da GM a uma festa na zona norte de Londrina. O fato ocorreu em março.

Durante o depoimento, o guarda reafirmou que deu apenas um tiro para o alto e disse que, logo em seguida, se virou para o também GM Fernando Neves, e notou que ele estava armado e “perplexo”, se mostrando  bastante assustado. Garcia disse que Matheus Evangelista estava caído no chão. Na denúncia, Neves é apontado como o autor do disparo que matou o jovem.

À justiça, o GM Garcia também foi questionado, pela promotoria, sobre o controle do armamento e das munições usadas pela corporação durante as operações. No áudio, que por ser reproduzido da gravação da audiência está em baixa qualidade, é possível ouvir, a explicação do agente acusado e as perguntas incisivas por parte do promotor.

Nesta segunda parte, o promotor volta a perguntar sobre o controle da origem das munições particulares dos GMs de Londrina.

O secretário municipal de defesa social, Evaristo Kuceki defende que o controle das munições da GM e das armas da corporação é extremamente rigoroso, por exigência, inclusive do Exército Brasileiro. O guarda recebe 40 munições para carregar a arma de serviço. Caso utilize-as, precisa prestar contas do uso, por meio do Boletim de Ocorrência (BO). Depois de comprovada a utilização legal, as munições, que são numeradas, são repostas.

Segundo o secretário, os GMs só podem usar arma própria em serviço com autorização da chefia. Mas, ela precisa ser do mesmo calibre do armamento utilizado por todo o efetivo, que é 380. De acordo com Kuceki, são exceções, casos de agentes que preferem usar a arma pessoal a da corporação. Apesar disso, ainda segundo o secretário, ele só pode utilizar munição que seja da GM. O uso de munição particular é proibido, portanto, a Guarda não controla as munições particulares dos agentes.

De acordo com o secretário de defesa social, caso o agente faça o uso irregular de uma arma ou munição particular durante o serviço, ele será punido por meio de um processo administrativo, que será aberto para investigar o caso. Na situação de guardas que estão autorizados a usar o armamento particular e por ventura, utilizem uma munição da GM, têm que dar explicações também.

O secretário confirma que não tem armas suficientes para todos os GMs, mas garante que todos, que estão habilitados, fazem o patrulhamento armados. O número de armas não pode ser divulgado, por medidas de segurança. Do total de 340, apenas nove agentes não estão aptos a trabalhar com o armamento.

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